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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Personalidade da Semana: Friedrich Nietzsche


O incompreendido

Quem nunca ouviu sua mais famosa frase: "Deus está morto"? Quem nunca ouviu dizer que ele era um anticristo? As pessoas levam muito ao pé da letra as coisas e não gostam de se aprofundar no assunto, se procurassem saber o que ele quis dizer com isso veriam que ele até pode ter razão; vejamos uma breve explicação sobre essa frase polêmica:

É parte de uma cultura popular crer que Nietzsche disse "Deus está morto". Tecnicamente, não foi exatamente ele quem disse isso. Essa frase foi proferida por um louco, um personagem de um livro seu chamado "Assim falou Zaratustra". Da mesma forma que não foi Shakespeare quem disse "ser ou não ser, eis a questão", mas Hamlet, um de seus personagens, não foi Nietzsche quem disse "Deus está morto". Algumas pessoas fazem até piadas com essa frase, se achando espertas ao colocar a frase "Nietzsche está morto" na boca de Deus.

Mas o que Nietzsche queria dizer com isso? É óbvio que ele não dizia que o homem literalmente matou Deus, um ser metafísico. Segundo Reale (1995, p. 22), "o significado da afirmação da morte de Deus tem um alcance bem mais amplo do que o de exprimir uma forma de ateísmo comum". Nietzsche se referia na verdade ao que Deus representava para a cultura européia, à crença cultural compartilhada em Deus que no passado havia sido a característica que unia e definia a Europa. Nietzsche estava falando da Europa sem Deus, falando que a noção cristã de Deus estava morta, que não podia mais ser racionalmente aceita. Ele falava da decadência da metafísica no pensamento ocidental.

No tempo de Nietzsche, a ciência, a política e a arte estavam deixando Deus para trás, como algo do passado. Deus havia ocupado até então o centro do conhecimento e do sentido da vida, mas não mais.

A "morte de Deus" não deve ser entendida como uma blasfêmia ou uma afronta gratuita proferida por Nietzsche, como pensam muitos religiosos. Ela é uma constatação de uma situação histórica do pensamento ocidental, e seu sentido é bem diferente daquele lhe atribui a populaçao.

 

sábado, 1 de outubro de 2011

O que é ser Cético?

O ceticismo ou cepticismo (derivado do verbo grego σκέπτομαι, transl. sképtomai, "olhar à distância", "examinar", "observar") é a doutrina que afirma que não se pode obter nenhuma certeza absoluta a respeito da verdade, o que implica numa condição intelectual de questionamento permanente e na inadmissão da existência de fenômenos metafísicos, religiosos e dogmas(o que constitui uma contradição da própria doutrina, já que a inadmissão é uma certeza absoluta) . O termo originou-se a partir do nome comumente dado a uma corrente filosófica originada na Grécia Antiga.
O ceticismo costuma ser dividido em duas correntes:
  • Ceticismo filosófico - uma postura filosófica em que pessoas escolhem examinar de forma crítica se o conhecimento e percepção que possuem são realmente verdadeiros, e se alguém pode ou não dizer se possui o conhecimento absolutamente verdadeiro;
  • Ceticismo científico - uma postura científica e prática, em que alguém questiona a veracidade de uma alegação, e procura prová-la ou desaprová-la usando o método científico.

 

Ceticismo filosófico

O Ceticismo filosófico originou-se a partir da filosofia grega. Uma de suas primeiras propostas foi feita por Pirro de Élis (360-275 a.C.), que viajou até a Índia numa das campanhas de Alexandre, o Grande para aprofundar seus estudos, e propôs a adoção do ceticismo "prático" (vide também Pirronismo).
Subseqüentemente, na "Nova Academia", Arcesilau (315-241 a.C.) e Carnéades (213-129 a.C.) desenvolveram mais perspectivas teóricas, que refutavam concepções absolutas de verdade e mentira. Carneades criticou as visões dos dogmatistas, especialmente os defensores do estoicismo, alegando que a certeza absoluta do conhecimento é impossível. Sexto Empírico (200 d.C.), a maior autoridade do ceticismo grego, desenvolveu ainda mais a corrente, incorporando aspectos do empirismo em sua base para afirmar o conhecimento.
Ou seja,o ceticismo filosófico é procurar saber, não se contentando com a ignorância fornecida atualmente pelos meios públicos, por meio da dúvida. Opõem-se ao dogmatismo, em que é possível conhecer a verdade.

 

Ceticismo científico

O ceticismo científico tem relação com ceticismo filosófico, mas eles não são idênticos. Muitos praticantes do ceticismo científico não são adeptos do ceticismo filosófico clássico. Quando críticos de controvérsias científicas, terapias alternativas ou paranormalidades são ditos céticos, isto se refere apenas à postura cética científica adotada.
O termo cético é usado atualmente para se referir a uma pessoa que tem uma posição crítica em determinada situação, geralmente por empregar princípios do pensamento crítico e métodos científicos (ou seja, ceticismo científico) para verificar a validade de idéias. Os céticos vêem a evidência empírica como importante, já que ela provê provavelmente o melhor modo de se determinar a validade de uma idéia.
Apesar de o ceticismo envolver o uso do método científico e do pensamento crítico, isto não necessariamente significa que os céticos usem estas ferramentas constantemente.
Os céticos são freqüentemente confundidos com, ou até mesmo apontados como, cínicos. Porém, o criticismo cético válido (em oposição a dúvidas arbitrárias ou subjetivas sobre uma idéia) origina-se de um exame objetivo e metodológico que geralmente é consenso entre os céticos. Note também que o cinismo é geralmente tido como um ponto de vista que mantém uma atitude negativa desnecessária acerca dos motivos humanos e da sinceridade. Apesar de as duas posições não serem mutuamente exclusivas e céticos também poderem ser cínicos, cada um deles representa uma afirmação fundamentalmente diferente sobre a natureza do mundo.
Os céticos científicos constantemente recebem também, acusações de terem a "mente fechada"  ou de inibirem o progresso científico devido às suas exigências de evidências cientificamente válidas. Os céticos, por sua vez, argumentam que tais críticas são, em sua maioria, provenientes de adeptos de disciplinas pseudocientíficas, tais como homeopatia, reiki, paranormalidade e espiritualismo,[2][3][4][5] cujas visões não são adotadas ou suportadas pela ciência convencional. Segundo Carl Sagan, cético e astrônomo, "você deve manter sua mente aberta, mas não tão aberta que o cérebro caia".
A necessidade de evidências cientificamente adequadas como suporte a teorias é mais evidente na área da saúde, onde utilizar uma técnica sem a avaliação científica dos seus riscos e benefícios pode levar a piora da doença, gastos financeiros desnecessários e abandono de técnicas comprovadamente eficazes. Por esse motivo, no Brasil é vedado aos médicos a utilização de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica.

 

Desenganadores

Um desenganador (em inglês: debunker) é um cético engajado no combate a charlatões e idéias que, na sua visão, são falsas e não-científicas.
Alguns dos mais famosos são: James Randi, Basava Premanand, Penn e Teller e Harry Houdini.
Religiosos contrários aos grupos de céticos desenganadores dizem que suas conclusões estão cheias de interesse próprio e que nada mais são que novos movimentos de cruzadas de crentes  com a necessidade de assim se afirmarem.
Entretanto, quando esses mesmos críticos são chamados a comprovar cientificamente suas teorias e alegações, a maioria dos religiosos refugam à qualquer tipo de discussão preferindo partir para ataques pessoais contra os céticos (segundo randi.org, um portal auto-denominado cético).

 

Pseudo-ceticismo

O termo pseudo-ceticismo ou ceticismo patológico é usado para denotar as formas de ceticismo que se desviam da objetividade. A análise mais conhecida do termo foi conduzida por Marcello Truzzi que, em 1987, elaborou a seguinte conceituação:
Uma vez que o ceticismo adequadamente se refere à dúvida ao invés da negação - descrédito ao invés de crença - críticos que assumem uma posição negativa ao invés de uma posição agnóstica ou neutra, mas ainda assim se auto-intitulam "céticos" são, na verdade, "pseudo-céticos".
 
.
Em sua análise, Marcello Truzzi argumentou que os pseudo-céticos apresentam a seguinte conduta:
  • A tendência de negar, ao invés de duvidar.
  • Utilização de padrões de rigor acima do razoável na avaliação do objeto de sua crítica.
  • A realização de julgamentos sem uma investigação completa e conclusiva.
  • Tendência ao descrédito, ao invés da investigação.
  • Uso do ridículo ou de ataques pessoais.
  • A apresentação de evidências insuficientes.
  • A tentativa de desqualificar proponentes de novas idéias taxando-os pejorativamente de 'pseudo-cientistas', 'promotores' ou 'praticantes de ciência patológica'.
  • Partir do pressuposto de que suas críticas não tem o ônus da prova, e que suas argumentações não precisam estar suportadas por evidências.
  • A apresentação de contra-provas não fundamentadas ou baseadas apenas em plausibilidade, ao invés de se basearem em evidências empíricas.
  • A sugestão de que evidências inconvincentes são suficientes para se assumir que uma teoria é falsa.
  • A tendência de desqualificar 'toda e qualquer' evidência.
O termo pseudo-ceticismo parece ter suas origens na filosofia, na segunda metade do século 19.

 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A libertação Final da Alma

- A libertação final da alma (moksha) determina o fim do ciclo da morte e do renascimento;

- Os rituais hindus devem ser feitos sempre tendo a meditação (darshan) e a oferenda aos deuses (puja);

- A alimentação deve ser vegetariana, pois considera-se a utilização da carne na alimentação como uma prática impura;

- As preces cantadas (mantras) devem ser dedicadas a todos os deuses;

- O OM (aum) é o mantra mais importante, pois representa Deus;

- Shiva representa o princípio masculino enquanto o princípio feminino é representado por suas esposas Parvati ( mãe), Durga (deusa da beleza), Kali (senhora da destruição) e Lakshmi (senhora da arte e da criatividade).

O hinduísmo é considerado uma filosofia de ordem religiosa que engloba tradições culturais, valores e crenças obtidas através de diferentes povos. Passando por constantes adaptações até chegar ao que se conhece hoje, o Hinduísmo foi dividido em fases para melhor apresentar sua história.

Na primeira fase, chamada de Hinduísmo Védico, cultuava-se deuses tribais como Dyaus (deus do céu, deus supremo) que gerou outros deuses. Na segunda fase, a partir de adaptações de outras religiões, surgiu o Hinduísmo Bramânico que cultuava a trindade composta por Brahma (divindade da alma universal), Vishnu (divindade preservadora) e Shiva (divindade destruidora).

Na terceira fase percebe-se diferentes adaptações influenciadas por religiões a partir do cristianismo, islamismo e outras. O Hinduísmo Híbrido surgiu então como a agregação de diversas influências. Para os hindus:

- A trajetória que a alma terá é traçada de acordo com as ações praticadas aqui na Terra (lei do Carma);

- A libertação final da alma (moda historia da humanidade estiveram vinculados ao poder político e social.

Hoje em dia apesar de todo avanço cientifico o fenômeno religioso sobrevive e cresce desafiando previsões que antevejam seu fim.A grande maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente e a religião continua a promover diversos movimentos humanos e mantendo estatutos políticos e sociais.

Tal como a ciência, a arte e a filosofia, a religião é parte integrante e inseparável da cultura humana é muito provavelmente sempre continuara sendo. integrante da maioria das religiões, mas suas formas variam grandemente dependendo da estrutura fundamental da crença religiosa.

Não a religião sem mitos, mas podem existir mitos que não participem de uma religião.

Mística:Pode ser entendida como qualquer coisa que diga a respeito a um plano sobre material presença da religião em toda a cultura humana.

Não há registro em qualquer estudo por parte da historia, antropologia, sociologia ou qualquer outra ciência de um agrupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa.

As religiões são um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas.

Grande parte de todos os movimentos humana significativa teve a religião como impulsor, diversas guerras, geralmente as mais terríveis foram de ordem religiosa, estruturas sociais forma definidas com base em religiões e grandes parte do conhecimento cientifico, filosófico e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que durante maior parte dReligião deriva do termo latino RE LIGARE que significa religação com o divino.Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo metafísico, ou seja, de além do mundo físico.Sendo assim o hábito geralmente por parte dos grupos religiosos de taxarem tal ou qual grupo religioso rival de seita não tem apoio na definição do termo seita, derivado da palavra latina SECTA, nada mais é do que um segmento minoritário que se diferencia das crenças majoritárias, mas como também é religião.

Heresia é outro termo mal compreendido significa simplesmente um conteúdo que vai contra a estrutura teórica de uma religião dominante sendo assim o cristianismo foi uma heresia judaica assim como o protestantismo uma heresia católica, ou o budismo uma heresia hinduísta.

A Mitologia e uma coleção de contos e lendas com uma concepção mística em comum sendo parte

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ceticismo, cinismo, estoicismo e epicurismo

Ceticismo, cinismo, estoicismo e epicurismo, esses eram ramos de um único caudal filosófico, que contestava o idealismo de Platão e seu discípulo Aristóteles (personagens centrais de A Escola de Atenas, de Rubens).
Quase 2.500 anos depois, as escolas filosóficas que floresceram na Grécia Antiga estão de volta, reinterpretadas, influenciando pensadores e fazendo novos seguidores